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Sonora Brasil finaliza 2017 com Coco de Zambê 
 

O coco de Zambê, do município de Tibau do Sul, litoral do Rio Grande do Norte, finaliza o Sonora Brasil 2017 no Pará, um projeto temático do Serviço Social do Comércio (Sesc) que tem como objetivo trazer ao público expressões  musicais pouco difundidas que integram o amplo cenário da cultura musical brasileira. Em sua 20ª edição, apresenta os temas “Na pisada dos cocos” e “Bandas musicais: formações e repertórios” que serão desenvolvidos no biênio 2017/2018 por todo o Brasil com a participação de quatro grupos em cada tema.

Neste ano o tema que circulou no Pará foi “Na pisada dos cocos. Nesta última etapa Pará o Coco de Zambê será apresentado em Belém no dia 18/11, às 19h, no Centro Cultural Sesc Boulevard, e no dia 19/11 às 19h30, no Sesc em Castanhal. A música deste coco se caracteriza como um canto responsorial, puxado pelo mestre e respondido pelo coro de vozes, e a dança acontece numa roda que mantém ao centro os tocadores. Os brincantes se revezam reverenciando o tambor e realizando passos livres de grande energia que lembram movimentos da capoeira e do frevo. Uma de suas principais características é o fato de ser praticado apenas por homens.  O grupo é formado por Didi (Djalma Cosme da Silva), Uzinho (Severino de Barros), Tonho (Antonio Cosme de Barros), Mestre Mião (Damião Cosme de Barros), Zé Cosme (José Cosme Neto), Kéké (Ckebesson da Silva), Pepé (Ederlan da Silva), Beto (José Humberto Filho de Oliveira). A entrada é franca.

O Coco de Zambê é uma expressão cultural que, segundo pesquisadores, chegou aos engenhos de cana-de-açúcar e colônias pesqueiras da região através de africanos escravizados. Como tantas manifestações da tradição oral, correu o risco de desaparecer, mesmo tendo se constituído durante décadas como importante elemento identitário de comunidades quilombolas da região. Seu ressurgimento ocorreu no final do século XX a partir da iniciativa de pessoas preocupadas com seu desaparecimento. Neste contexto foi fundamental a determinação do Mestre Geraldo Cosme que liderando um grupo familiar retomou a prática do zambê buscando fidelidade à sua prática tradicional. Dois tambores estão presentes na maioria dos grupos que praticam o Coco de Zambê: o próprio Zambê, também conhecido como pau furado ou oco de pau, que é maior e mais grave, e o Chama, ambos construídos artesanalmente com troncos de árvores da região. Além desses tambores outros instrumentos de percussão podem ser encontrados, inclusive a lata, usada no grupo do Mestre Geraldo que, na verdade, é o reaproveitamento da lata de 18 litros, utilizada no comércio de tintas.

 

Serviço:

Sonora Brasil

Na Pisada dos Cocos -  Coco de Zambê (RN)

 

Belém

Dia: 18/11/2017

Hora: 19h

Local: Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523)

 

Castanhal

Dia: 19/11/2017

Hora: 19h30

Local: Sesc em Castanhal (Av. Barão do Rio Barão, 10 – Nova Olinda)

 

 

Informações:  (91) 3224-5654/3224-5305 (Centro Cultural Sesc Boulevard)

                       (91) 3721-2294 (Sesc em Castanhal)

                       (91) 4005-9584 / 4005-9587 (Coordenação de Comunicação do Sesc no Pará)

Entrada Franca

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Publicado em 14/11/2017
 

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