Sesc no Pará é escolhido como Polo de Referência de Difusão da Leitura na Região Norte

Sesc no Pará é escolhido como Polo de Referência de Difusão da Leitura na Região Norte

O protagonismo do Sesc no Pará no campo da leitura e da formação cultural ganhou um novo e importante reconhecimento nacional. O Regional foi escolhido como Polo de Referência de Difusão da Leitura da Região Norte, sendo o único estado da região a receber essa designação, resultado de uma trajetória consistente de integração entre cultura, educação e ação social. 

Para marcar esse novo momento e aprofundar o alinhamento técnico, analistas do Departamento Nacional do Sesc estiveram no Pará na última semana em uma agenda de diálogos e visitas técnicas. A cooperação técnica, conduzida pelas analistas Lucília Soares e Adriana Dutra, teve como objetivo fortalecer as bases para a implantação do Polo, reafirmando a leitura como direito social e como prática estruturante das ações educativas e culturais desenvolvidas pelo Sesc. 

 

FORMAÇÃO 

O primeiro dia de encontro aconteceu no Sesc Teatro Casa Isaura Campos, com uma formação voltada a analistas de Biblioteca e Literatura, equipes de bibliotecas das Escolas Sesc e das unidades do Sesc Ler. O momento foi marcado por reflexões sobre o papel das bibliotecas contemporâneas, a mediação de leitura, relatos e o impacto transformador dessas ações na vida das pessoas. Como destacou a analista de literatura do Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso, Cléo Oliveira, “a biblioteca é o ponto focal do incentivo à leitura” e, mais do que isso, “ela se torna um instrumento convidativo para as pessoas”, capaz de promover encontros, experiências e pertencimento. 

“Há 80 anos a gente faz muito bem o processo do ensino-aprendizagem a partir da leitura”, pontuou a Gerente de Cultura do Sesc no Pará, Elane Gadelha, ao evidenciar como esse compromisso histórico se mantém atual e estruturante. No mesmo contexto, ela destacou a singularidade do Centro de Difusão Musical (CDM), instalado na Casa da Música, ao afirmar que “aqui na Casa da Música nós temos o CDM, que é uma biblioteca qualificada em música”, ampliando o conceito tradicional de biblioteca ao dialogar com a memória, a pesquisa e a fruição musical. 

As falas também evidenciaram como educação e cultura caminham juntas no Sesc Pará, em um movimento que se fortaleceu ao longo dos anos e vem sendo estimulado de forma consistente pela atual gestão. Para Mônica Andrade, Gerente de Educação do Sesc no Pará, essa integração é essencial para o fazer pedagógico da instituição. “A nossa educação dialoga bastante com a cultura porque nós entendemos que estudar e mergulhar nos fabulosos textos é o que enriquece o nosso fazer educativo”, afirmou, ao ressaltar, ainda, o caráter acolhedor dos espaços educacionais e das bibliotecas do Sesc, reconhecidos pelo público como ambientes de convivência, escuta e permanência. 

 

DIÁLOGO 

O bibliotecário Sidney Amazonas, do Sesc em Ananindeua, relembrou sua trajetória no Sesc e destacou a força dessa integração no contexto local. “Lá em Ananindeua a minha experiência sempre foi cultura com a biblioteca, mas ligada à escola. Aqui no Pará a gente tem isso: a cultura e a educação caminhando juntas”, contou. 

No diálogo com as equipes, as analistas do Departamento Nacional provocaram reflexões sobre o que torna uma biblioteca inovadora e contemporânea. Adriana Dutra destacou que “normalmente a gente é especialista em atender um determinado público, mas a pessoa que trabalha em uma biblioteca acolhe todos os públicos”, ressaltando o papel estratégico desses profissionais.  

A mediação de leitura apareceu como eixo central dessas reflexões. “Toda vez que você recebe uma pessoa e faz um trabalho de mediação de qualidade, você está transformando vidas”, afirmou Adriana, reforçando que o trabalho nas bibliotecas é, acima de tudo, um trabalho feito para e pelas pessoas. Segundo ela, foi exatamente essa compreensão que levou o Departamento Nacional a escolher o Pará como Polo de Referência na Região Norte 

 

ACESSIBILIDADE 

Outro ponto fortemente enfatizado foi a acessibilidade em seu sentido ampliado. “A acessibilidade não está apenas na pessoa com deficiência, mas em pensar em ser acessível para todas as pessoas”, destacou Adriana, ao reforçar que toda ação desenvolvida precisa ter intencionalidade. Nesse sentido, a organização dos espaços também comunica valores. “A forma como vocês apresenta a estrutura do espaço tem muito a ver com o que vocês querem dizer à sociedade”, afirmou, ao definir a biblioteca como um espaço de estar, de ficar e de interagir. “A biblioteca não fecha, ela não precisa de uma programação para estar aberta. Ela é a sala de estar da unidade”, completou. 

Na mesma linha, Lucília Soares reforçou o caráter humanizador da leitura e o compromisso institucional com a transformação social. “A gente se move para transformar vidas”, afirmou, destacando a importância de compartilhar experiências e ampliar diálogos. “A gente precisa compartilhar, precisa falar do que é a leitura, não dá para ficar só com a gente”, disse, ao lembrar que “literatura é arte” e que é fundamental olhar para ela a partir de seu caráter humanizador. 

Durante o encontro, Lucília apresentou o projeto Sesc Leitura Brasil, uma resposta institucional à pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2024. O projeto se estrutura como um programa de formação de leitores e promoção da leitura, reiterando o papel do Sesc como agente transformador no cenário da leitura, tanto no âmbito nacional quanto internacional, e dialogando com experiências bem-sucedidas na América Latina. 

Encerrando o primeiro dia de atividades, o Trio Ibirá realizou uma apresentação musical, mostrando, na prática, a conexão entre literatura, música e cultura. 

 

VISITAS 

A programação seguiu com visitas técnicas ao CDM do Sesc Casa da Música e à Biblioteca do Sesc Ananindeua, onde as equipes puderam compartilhar experiências, práticas e desafios. A agenda da comitiva incluiu ainda o deslocamento para Marabá, onde foi realizada uma visita técnica para diagnóstico e avaliação da ativação dos serviços de difusão da leitura na unidade local, reforçando o compromisso do Polo de Referência com a interiorização das ações e com a valorização das especificidades de cada território. 

 

COMPROMISSO 

Ao assumir o papel de Polo de Referência de Difusão da Leitura da Região Norte, o Sesc no Pará fortalece seu protagonismo institucional e reafirma seu compromisso com a formação cidadã, o acesso democrático à leitura e a transformação social por meio da cultura. Esse reconhecimento não apenas valoriza o trabalho já desenvolvido por toda a equipe, como projeta o Regional como referência para o país, ampliando diálogos, inspirando práticas e consolidando a leitura como eixo fundamental de desenvolvimento humano. 

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